A corrida pelo Governo da Paraíba nas eleições de 2026 ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, 24 de agosto, com a divulgação de uma pesquisa do instituto Real Time Big Data.
O levantamento mostra o governador Lucas Ribeiro, do PP, na liderança da disputa pela reeleição, à frente de Cícero Lucena, do MDB, e de Efraim Filho, do PL. A pouco mais de quarenta dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os números indicam um cenário de vantagem consolidada para o atual governador, mas também revelam um alto grau de indecisão entre o eleitorado paraibano.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado, Lucas Ribeiro aparece com 35% das intenções de voto. Cícero Lucena vem em segundo lugar, com 25%, seguido por Efraim Filho, com 21%. Os demais nomes testados, entre eles Camilo Duarte, Pedro Coutinho e Yuri Ezequiel, somam 1% cada. Os votos nulos e brancos representam 9% da amostra, enquanto 7% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
O alto índice de indecisão chama atenção
Um dado que merece destaque na pesquisa é o volume de eleitores ainda sem definição de voto. Quase metade do eleitorado paraibano, 48%, afirmou não saber ou não ter respondido sobre em quem pretende votar para governador quando a pergunta foi feita de forma espontânea, sem a apresentação dos nomes dos candidatos. Esse porcentual reforça que, apesar da vantagem numérica de Lucas Ribeiro, a disputa ainda está longe de estar decidida, já que uma parcela relevante do eleitorado pode migrar conforme a campanha avançar.
O instituto simulou três possíveis confrontos no segundo turno. Na disputa direta entre Lucas Ribeiro e Cícero Lucena, o governador venceria por 42% a 35%. Contra Efraim Filho, a vantagem seria ainda maior, com 46% a 30%. Já em um eventual confronto isolado entre Cícero Lucena e Efraim Filho, sem a presença de Ribeiro, o emedebista levaria a melhor, com 42% a 31%. Esses números sugerem que, independentemente de quem avance ao segundo turno ao lado do governador, o desafio para os candidatos da oposição segue considerável.
A pesquisa também mediu a percepção popular sobre o atual governo. O trabalho de Lucas Ribeiro é aprovado por 65% dos paraibanos e desaprovado por 30%, enquanto 5% não souberam opinar. Na avaliação qualitativa da gestão, 37% consideram a administração ótima ou boa, contra 24% que a classificam como ruim ou péssima. Esses números de aprovação ajudam a explicar a vantagem que o governador mantém sobre os principais adversários no cenário eleitoral.
O teto eleitoral de cada candidato
Outro dado relevante levantado pela pesquisa diz respeito à rejeição de cada nome. Cícero Lucena lidera esse índice, com 38% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Em seguida aparece Efraim Filho, com 29%, e o próprio Lucas Ribeiro, com 28%. Esse recorte mostra que, apesar da liderança nas intenções de voto, o governador também enfrenta um teto de rejeição considerável, o que pode influenciar o comportamento do eleitorado à medida que a campanha se intensifica.
O instituto Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores paraibanos entre os dias 19 e 22 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código PB-07790/2026, um requisito que garante transparência sobre a metodologia utilizada e o financiamento do levantamento.
O contexto da corrida pelo Senado
Além do cenário para o Executivo estadual, o instituto também apresentou um levantamento estimulado para as duas vagas ao Senado que a Paraíba vai definir em outubro. Cada entrevistado pôde indicar dois nomes, e o resultado consolidado do primeiro e do segundo voto ajuda a compor o panorama da disputa paralela que também mobiliza os partidos no estado, ainda que a atenção principal do eleitorado esteja voltada para a corrida ao Governo.
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, os próximos quarenta dias devem ser decisivos para consolidar as candidaturas e tentar reduzir o índice de indecisão apontado pela pesquisa. A tendência é que novos institutos divulguem levantamentos ao longo de setembro, permitindo acompanhar se a vantagem atual de Lucas Ribeiro se mantém estável ou se os adversários conseguem reduzir a distância à medida que o horário eleitoral e os debates públicos ganham força na reta final da campanha.
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