Com candidaturas homologadas, partidos agora entram na fase de registro e preparação para o início oficial da propaganda eleitoral.
A política da Paraíba entrou em uma nova etapa depois do encerramento, em 5 de agosto, do período destinado às convenções partidárias para as Eleições 2026. Nos últimos dias, as principais forças políticas do estado formalizaram candidaturas, definiram alianças e avançaram na composição das chapas que disputarão o Governo da Paraíba, o Senado e as vagas de deputado federal e estadual. O movimento interessa diretamente ao eleitor paraibano porque, a partir de agora, as escolhas partidárias começam a se transformar em candidaturas submetidas à Justiça Eleitoral.
O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece 15 de agosto como prazo final para o registro das candidaturas. Já em 16 de agosto começa oficialmente a propaganda eleitoral, inclusive na internet. Com isso, João Pessoa, Campina Grande e os municípios do interior devem entrar em uma fase de maior movimentação política, com candidatos apresentando propostas e buscando apoio dos eleitores.
O que mudou na política da Paraíba após as convenções
Entre os principais movimentos da última semana está a oficialização da candidatura de Lucas Ribeiro à reeleição para o Governo da Paraíba. O nome do Progressistas foi homologado durante a convenção partidária realizada em 5 de agosto, consolidando a tentativa de continuidade do grupo político que atualmente administra o Estado. Em manifestações recentes, Ribeiro tem associado sua candidatura à defesa da continuidade de investimentos e de ações administrativas realizadas durante a atual gestão.
Do outro lado da disputa, Cícero Lucena teve sua candidatura ao Governo do Estado oficializada pelo MDB, enquanto Veneziano Vital do Rêgo e André Gadelha foram apresentados para a disputa das duas vagas ao Senado. A chapa emedebista também envolve Diogo Cunha Lima como candidato a vice-governador, formando uma composição que conecta diretamente a política da Capital, Campina Grande e outras regiões do estado. O cenário também inclui Efraim Filho, que teve sua candidatura ao Governo da Paraíba formalizada pelo PL durante convenção realizada em João Pessoa.
Essas movimentações mostram por que as eleições deste ano terão impacto além da disputa pelo Palácio da Redenção. O eleitor também escolherá dois senadores, 12 deputados federais e 36 deputados estaduais, o que significa que a formação das chapas pode influenciar a futura composição política da Paraíba em Brasília e na Assembleia Legislativa. Para o cidadão, isso significa que a eleição não definirá apenas quem governará o estado, mas também quem terá responsabilidade pela elaboração de leis, fiscalização do Executivo e defesa de interesses paraibanos no Congresso Nacional.
Por que João Pessoa, Campina Grande e o interior pesam na eleição
A disputa pelo Governo da Paraíba tende a envolver diferentes regiões do estado porque os grupos políticos precisam construir bases eleitorais tanto nos grandes centros quanto nos municípios do interior. João Pessoa concentra grande parcela do eleitorado e possui peso estratégico nas decisões estaduais, enquanto Campina Grande exerce influência política e econômica sobre uma ampla área do Agreste e do interior. Por isso, a escolha de alianças e nomes para as chapas pode ter efeito direto sobre a capacidade de cada candidatura de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.
A própria movimentação registrada nos últimos dias mostra essa preocupação regional. No caso do PL, por exemplo, as articulações para a composição da chapa envolveram a possibilidade de participação de nomes ligados a Campina Grande, enquanto outras alianças buscam ampliar a presença política em municípios de diferentes regiões. Ao mesmo tempo, lideranças continuam discutindo espaços nas chapas proporcionais, que serão fundamentais para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa da Paraíba e na Câmara dos Deputados.
Para o paraibano, acompanhar essas alianças é importante porque as eleições estaduais têm relação direta com temas que fazem parte da rotina da população. Investimentos em saúde pública, segurança, educação, infraestrutura, abastecimento de água, estradas e turismo dependem de decisões tomadas pelo Executivo e pelo Legislativo. No semiárido, por exemplo, políticas de recursos hídricos e obras de infraestrutura podem ter impacto especialmente relevante para municípios que convivem com períodos de estiagem, enquanto João Pessoa e o litoral dependem de políticas relacionadas ao turismo, mobilidade e desenvolvimento urbano.
O que acontece agora e quando começa a campanha eleitoral
O fim das convenções não significa que todas as etapas eleitorais já estejam encerradas. Segundo o calendário oficial do TSE, partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para registrar formalmente suas candidaturas perante a Justiça Eleitoral. Somente depois dessa etapa será possível acompanhar de forma definitiva os registros e eventuais questionamentos relacionados às candidaturas.
A mudança mais perceptível para o eleitor ocorrerá em 16 de agosto, quando começa oficialmente a propaganda eleitoral. A partir dessa data, candidatos poderão apresentar suas propostas dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral, inclusive por meio da internet. O TSE também prevê regras específicas para comícios, distribuição de material gráfico, caminhadas, carreatas e outras formas de campanha.
Na prática, isso significa que a próxima fase da eleição deverá ser marcada pela comparação entre projetos. Para quem vive na Paraíba, acompanhar somente os discursos de campanha pode não ser suficiente: também será importante observar propostas concretas para saúde, educação, segurança, emprego, infraestrutura, recursos hídricos e desenvolvimento regional. A eleição para governador, senador e deputados terá consequências que ultrapassam o período eleitoral, pois os eleitos assumirão os cargos em 2027 e terão mandato de quatro anos, enquanto os senadores terão mandato de oito anos.
A votação do primeiro turno está prevista para 4 de outubro de 2026. Caso haja segundo turno para o Governo da Paraíba, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro, conforme o calendário eleitoral. Até lá, o eleitor paraibano terá uma janela importante para conhecer as candidaturas, verificar os registros, acompanhar os debates e comparar as propostas apresentadas para o Estado.
A política paraibana, portanto, entra em uma fase decisiva justamente quando as convenções ficaram para trás. Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho estão entre os nomes que tiveram suas candidaturas formalizadas para a disputa pelo Governo, enquanto as chapas ao Senado e à Câmara dos Deputados também começam a ganhar contornos mais definidos.
Para o eleitor de João Pessoa, Campina Grande ou de qualquer município do interior, o principal ponto agora é entender como cada candidatura pretende tratar problemas concretos da Paraíba. Com o início da propaganda oficial em 16 de agosto, as promessas estarão mais presentes no cotidiano, tornando ainda mais importante conferir informações oficiais e distinguir propostas apresentadas durante a campanha de decisões já tomadas pelos partidos.
Tribunal Superior Eleitoral — Eleições 2026
. TSE — principais datas do calendário eleitoral de 2026










