Conforme destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a abertura da 12ª International Pipeline Conference (IPC), realizada em Calgary, no Canadá, reforçou a presença do Brasil no cenário global de alta tecnologia aplicada ao setor de energia. Ao atuar como única representante brasileira e patrocinadora máster do evento, a Liderroll fortaleceu sua posição técnica diante dos principais players mundiais de óleo e gás.
Reconhecida internacionalmente como o principal fórum de inovação em dutos, a IPC reúne operadoras de energia, fornecedores de tecnologia e agências reguladoras em busca de soluções para desafios geográficos e operacionais complexos. Nesse ambiente, a Liderroll destacou-se ao apresentar tecnologias voltadas ao cruzamento seguro de barreiras naturais severas, como as Montanhas Rochosas, por meio de sistemas de lançamento que priorizam eficiência e segurança operacional.
Por que a presença da Liderroll é estratégica para o mercado canadense?
Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, o Canadá enfrenta o desafio de expandir sua infraestrutura de transporte energético em regiões de geologia extremamente exigente. Nesse contexto, a Liderroll aporta experiência acumulada em projetos de alta complexidade, especialmente no segmento de lançamento de dutos em túneis.
Enquanto parte do mercado ainda depende de métodos convencionais, as soluções da empresa permitem a instalação de tubulações em espaços confinados com maior controle operacional e menor impacto ambiental. Essa capacidade torna-se particularmente relevante para novos projetos de gasodutos e oleodutos no segmento midstream, nos quais eficiência construtiva e conformidade regulatória caminham lado a lado.
Quais inovações em suportação de tubos foram apresentadas no evento?
Na IPC 2018, a vitrine tecnológica da Liderroll concentrou-se em equipamentos projetados para aumentar a longevidade e a segurança das instalações dutoviárias. Entre os destaques estiveram os roletes especiais de suportação produzidos em polímeros de alta resistência, capazes de suportar cargas elevadas sem comprometer o revestimento dos tubos.
Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta que os roletes para stingers de lançamento marítimo e os roletes motrizes para túneis representam avanços relevantes na automação aplicada ao setor. A demonstração física desses componentes permitiu que engenheiros e operadores avaliassem, diretamente, a robustez e a simplicidade operacional dos sistemas, especialmente em travessias subterrâneas e subaquáticas de grande extensão.

Como a atuação global da Liderroll fortalece a engenharia brasileira?
Conforme observa Paulo Roberto Gomes Fernandes, a atuação internacional da Liderroll evidencia a competitividade da engenharia brasileira em projetos de infraestrutura energética. A empresa mantém uma rede de prospecção que alcança mercados como Rússia, China, Turcomenistão e Afeganistão, atendendo demandas de alta complexidade técnica.
Diferentemente de feiras estritamente comerciais, a IPC é uma conferência sem fins lucrativos organizada por especialistas do setor, com forte foco em disseminação de conhecimento e formação da próxima geração de profissionais. O apoio da Liderroll a iniciativas educacionais e projetos de pesquisa demonstra o compromisso da empresa com a evolução contínua da indústria de dutos.
O que esperar da expansão da infraestrutura energética até 2026?
De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, as discussões estratégicas em Calgary apontam para uma integração crescente das redes de transporte de fluidos por meio de túneis inteligentes e sistemas automatizados. A projeção da Liderroll é que, até 2026, soluções automatizadas de lançamento se consolidem como padrão predominante para mitigação de riscos de vazamento e otimização da manutenção de ativos críticos.
Nesse cenário, o papel da Liderroll como facilitadora de projetos transcontinentais contribui para reforçar a imagem do Brasil como fornecedor de soluções de engenharia avançada. O objetivo é transformar desafios logísticos complexos em rotas seguras e eficientes de abastecimento, demonstrando que a engenharia de precisão é elemento-chave para o futuro sustentável do setor de óleo e gás.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez










